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Que o Poder Judiciário está cheio de processos, todos já sabemos. Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, só entre 2010 e 2017 foram distribuídas 155 milhões de ações. Mas como, nesses milhões de processos, os advogados podem se destacar?

A resposta é simples: pelas suas petições.

Por elas é que as primeiras impressões sobre o trabalho do advogado são formadas. Automaticamente, a reputação dele começa a ser delineada. Ou seja: a forma como os advogados escrevem pode defini-los perante os servidores do Poder Judiciário.

Os prazos  também são capazes de alavancar carreiras, descubra mais clicando aqui.

O cliente precisa que a causa dele seja resolvida e o juiz espera que o profissional saiba se expressar. Entenda: não é só dominar o direito material, mas sim traduzi-lo para o processo. Não adianta os advogados dominarem leis e doutrinas, se não conseguem transparecer esse conhecimento para o juiz. Sofre o advogado, sofre o cliente.

Fora isso, é preciso saber que as petições são uma espécie de cartão de visitas dos advogados. São elas que retratam o tipo de advogado que assina a petição.

E isso acontece nos mínimos detalhes, desde o cabeçalho do documento, passando pela fonte escolhida, até chegar no tipo de folha utilizada para os documentos. Muitos juízes relatam que determinadas formatações comprometem a visão que possuem do advogado, por isso repisam a importância que o advogado deve dar à petição que faz.

Quando uma peça é apresentada com aspectos desleixados, sem uma padronização limpa e harmônica, a impressão é de que o advogado quer chamar a atenção para um caso, porém ele não tem o conhecimento para ganhar a ação.

A título de exemplo, uma petição limpa é aquela que é feita em uma folha branca, com todo o texto da mesma fonte e tamanho, evitando, também, frases em letras maiúsculas – salvo aquelas dos títulos.

Fora a padronização seguida, a fundamentação da peça é o mais importante, por isso selecionamos dicas para aumentar a qualidade das peças.

Veja aqui como os advogados podem aumentar a qualidade das suas petições:

1) Revise suas peças: saiba que um profissional capaz de revisar as peças mais de duas vezes, consegue enxergar falhas que até então estavam ocultas.

Além disso, é importante estar atento quanto  aos documentos que serão inclusos na peça. Eles já estão em poder do advogado? O cliente ainda precisa localizá-los?

Similarmente, a revisão da peça deve atentar para as custas que devem ser pagas. A guia jamais pode ser encaminhada com pouco tempo de prazo, pois o cliente pode não estar preparado para o pagamento.

Muitas guias possuem um valor alto, por isso o cliente precisa estar organizado financeiramente para o pagamento.

O momento da revisão da petição deve ser o momento que essas questões devem estar prontas ou que devem ser resolvidas. Como o prazo normalmente já está esgotando, é preciso que a revisão seja minuciosa, para que o trabalho do advogado não seja comprometido.

Sobre a importância da revisão de uma petição na carreira de um advogado, leia esse post aqui.

2) Só escreva os termos que você realmente sabe o significado.

O advogado que escreve termos que não compreende é muito mal visto. Assim, evite usar palavras ou escrever frases sem saber o que realmente são.

O Poder Judiciário é um ambiente com figuras de autoridade, por isso os advogados tendem a ser formais. Acontece que nessa ânsia, muitos escrevem palavras de difícil compreensão. Não bastasse isso, muitos deles também não entendem o que está escrito.

Os julgadores, por sua vez, não possuem tempo para entender o que cada peça está querendo passar, por isso evite usar um termo que ficará fora de contexto ou que seja complexo demais.

3) Estabeleça uma rotina de prazos em que as suas petições não tenham que ser elaboradas no último dia.

Preze pelo tempo que você possui para elaborar uma peça. Não faça tudo de última hora, petições de última hora geralmente descumprirão todas as dicas que estamos dando aqui.  Além disso, as petições feitas no último dia do prazo tendem a não contar com todo o conhecimento técnico da pessoa que está elaborando a petição. São petições que carecerão das melhores argumentações técnicas e que, muito provavelmente não explorarão com exatidão o rol de documentos que será juntado.

Prazos Processuais: o guia definitivo para advogados, leia aqui.

4) Evite usar muito latim.

O uso excessivo do latim pode confundir e ser cansativo para quem precisa apreciar uma petição. Fora isso, muitas pessoas não sabem a tradução do termo e acabam usando de forma equivocada.

Embora o latim faça parte da cultura dos advogados, é preciso saber incluir as frases dentro de um contexto. Usar os termos somente “por usar” acaba banalizando a petição, pois é preciso um conhecimento técnico aprofundado para a aplicação das expressões. Se for usar um termo estrangeiro, saiba a tradução, o contexto, como aplicar e tenha o conhecimento para tanto.

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5) Seja objetivo.

O advogado que escreve demais pode passar a ideia de ser prolixo. Ser objetivo não quer dizer falta de conhecimento. Na verdade, pelo contrário, reflete o alto grau de desempenho do profissional que, com poucas palavras, transparece o que precisa.

Isso acontece porque muitos advogados escrevem demais para tentar apresentar o máximo de exatidão possível. Esquecem que o fato de escrever uma petição curta, mas com todos os pedidos bem fundamentados, com decisões e doutrina amparando-os, basta para o convencimento do juízo.

Existem ferramentas capazes de auxiliar o dia a dia dos advogados, assista ao vídeo e veja o que a Publicações oferece:

Assim, advogados que escrevem petições com muitas páginas, podem acabar confundindo os julgadores. É que na vontade de escrever tudo o que precisa, fundamentar o máximo possível, alguns profissionais se tornam repetitivos e põem em dúvida o conhecimento sobre o fato e sobre as provas que coletou.

A valorização da carreira jurídica depende de como o advogado se apresenta

Uma carreira jurídica é feita de diversas atitudes. Todas elas vão sendo somadas e vão construindo o caminho dos advogados. As petições são a vitrine desses profissionais, por isso a importância de escrevê-las de forma clara, objetiva e totalmente compreensíveis.

Muitas vezes a relação com os serventuários, juízes e outros advogados são criadas e até mesmo reforçadas por causa da qualidade do trabalho apresentado.

Existem profissionais que impulsionam suas carreiras, fecham ótimos contratos e até mesmo sociedades pela reputação que constroem. Todos eles iniciam com pouco, porém vão crescendo a partir da qualidade do trabalho que realizam, o que é refletido nas peças que produzem.

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5 DICAS PARA MELHORAR SUAS PETIÇÕES
daniela

Daniela Friedrich da Rosa é diretora da empresa Publicações Online. Especialista em Gestão de Empresas voltadas para Softwares Jurídicos e Legaltechs, formou-se em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI) em 1999.
Possui MBA em Administração e Negócios desde 2008, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Atualmente cursa MBA em Administração e Negócios pelo Instituto Universitário de Lisboa.

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